Como uma música nos leva tão longe...
Assistindo o Caldeirão do Huck, ouvi Canção da América, do Milton Nascimento e, quase que, automaticamente lembrei de pessoas e momentos marcantes que vale a pena repartir.
A primeira lembrança boa que tenho de uma amiga é da minha prima Izabella. Nossa diferença era de quase três anos, mas a venerava. Minha infância não teria a mesma graça sem a molecagem dela. O mais legal não era brincar de boneca , mas de se esconder dos nossos pais ou de escorregar na cozinha ensaboada da nossa avó. Ela era linda, e seu falecimento marcou a vida de todos.
Depois veio a Luba que conheci quando tinha uns nove anos. Ficávamos a madrugada toda ouvindo música, escrevendo na agenda e conversando. Nesse meio tempo, me aproximei da Letícia, a Mariel e a Piá. As duas eram minhas confidentes com quem dividi muitos momentos, e com a Piá a conversa era mais por cartas devido as constantes mudanças de cidade. Quem diria que anos depois ela viria morar comigo em São Paulo e participar de outro momento da minha vida não é mesmo Piazintia?!
Já minha adolescência foi marcada pela Stella. Cara, ela tinha a capacidade de fazer um dramalhão de uma situação boba e tirar sarro das mais sérias. Com uma inteligência admirável e um azar absurdo, todas as situações embaraçosas que se possa imaginar já vivi ao lado dela, todas mesmo! Era impressionante o quanto nos fazíamos bem! O primeiro porre, carnaval, nosso momento Legião, a Festa das Solteiras, frases como: "Você tem remédio para azar?" que rolávamos de tanto rir e tantas outras inesquecíveis. A correria nos afastou um pouco, mas o carinho não diminuiu um milésimo que seja. E vimos que os momentos idiotas também não acabaram, o exemplo foi a visita surpresa no meu aniviversário em que a Helena puxou o cabelo dela arrancando o mega hair. Rimos tanto que pensei que faria xixi na calça como antigamente.
Nos tempos de colégio também vieram a Paulinha e a Matosinho com que fazia balé. Nós três juntas só falava merda! Era piada atrás de piada. Tenho certeza que a Paulinha tem uma história comigo que ela jamais esquecerá que foi o bendito dia em que eu saí de plataforma e caí não sei quantas vezes. O mico maior foi o tombo no meio da faixa de pedestre, que ela ao invés de ajudar, sai chorando de tanto rir.
Com a Matosinho lembro das aulas de balé, as caretas e passos errados que fazíamos. Tudo era motivo de risada, e até hoje é assim!
Na faculdade sem dúvida fiz vááárias amizades, mas nada que se comparasse a da Lú. No início, relevava o insuportável e oscilante humor dela, mas depois que falei umas poucas e boas, o respeito cresceu e a amizade tomou uma forma absurda. Daí em diante a tratava como minha irmã mais nova (mesmo sendo quase dois meses mais velha que eu). Essa me deu trabalho! Bebia e causava, causava mesmo! Quando imaginei que já tinha visto tudo da Luciana, a vejo de blusão, meia e óculos escuros (segundo ela porque estava com cara de bêbada) dentro do quarto de hotel no Rio de Janeiro falando que eu e a Dani a deixaríamos lá para sair. Ela chamava minha mãe de mãe, minha avó de vó e assim, sucessivamente. Dias antes de eu ir para São Paulo, chorávamos juntas, mas mesmo assim, ela ainda foi algumas vezes na minha casa para o típico almoço de domingo da minha família.
Depois da facul, quase que na mesma época vieram o Ângelo, a Rea e a Renata. Inserindo a Lu nessa bagunça, fazíamos um quarteto imbatível. Cada um pensava completamente diferente do outro, e mesmo assim dava certo! Vivemos inúmeras histórias que contarei para meus filhos e netos. Começo pelo Ângelo, que é um ser incomum e quem tem a sorte de conhecê-lo tem uma amigo pro resto da vida. Passamos noites conversando e analisando os pontos masculinos e femininos. Com ele, fui de pantufa fazer a revisão do carro e tive minha primeira aula de direção. A Rea é uma pessoa indescritível! Vivi tantos momentos com ela...entrei em um terminal de ônibus na madrugada porque ela simplesmente "não viu", saí de um barzinho para ajudá-la com a mãe e demos voltas procurando o que fazer. Ela é o tipo de pessoas que merece ser feliz pelo que viveu e pelo que é! Já a Rê era a minha serenidade. Sempre calma e guiada pelo coração sempre! Aprendi a ser menos racional e mais tranquila com ela. Sem dúvida é a pessoa mais doce que já vi. Quando fui pra São Paulo, vivíamos completamente grudados e a saudade desses quatro me fazia quase que voltar..
E em São Paulo tive a Karina. Lembro do primeiro dia em que a conheci. Estava na aula de inglês e de repente entra uma menina com a calça baixa, um blusa que mais parecia um top com cara de balada e falando:
-Oi, sou a Karina de São Berrrrnarrrdo. Eu já dei paz de Cristo pro Lula sabia?!
Na mesma hora pensei quem era aquela imbecil. E olha que é difícil eu ter birra de alguém. Odiei a Karina.Meus Deus, a menina tinha 19 anos e era daquele jeito! Incoveniente, funkeira, maloqueira....aff! Mas com aquelas histórias de balada e sua completa falta de noção me conquistou! Ficamos tão amigas que um dia inconformada com o que ela estava passando falei para pegar suas as coisas e vir morar com a gente na República. Seus excessos de carência por saudade da família me fez agir como uma mãe.Karina conviveu no momento mais louco da minha vida e esteve ao meu lado quando muitos que se diziam "amigos" me viraram as costas.
Enquanto ouvia a música lembrei de todos esses momentos, e senti uma saudade que chegou a doer de cada uma dessas pessoas. Alguns não falo há bastante tempo,mas podem ter certeza que aonde eu for, levarei cada um de vocês comigo!
Este blog foi criado para abordar assuntos que muitas mulheres e, até alguns homens, vivem tendo que se dividir entre família, filhos, trabalho e tantos outros momentos que a vida têm! De forma bem descontraída, contarei um pouco da minha história, do que leio, dicas das minhas duas profissões e tantas outras coisas que vier a cabeça! Entrem e conheçam um pouco de mim porque tenho certeza que acharão um pouco de você também!
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kkkk não tem como esquecer aquele dia e muito menos como nos divertíamos na época do balé... alguém já te disse que tínhamos perfil de bailarina??? NENHUM hahaha, mas as viagens eram maraaa... ótimos tempos! saudades e obrigada por fazer parte da minha vida e da minha história!
ResponderExcluirFdputaaaaaa nã me faz chooorar .. te amo taaaaaantoooooo!
ResponderExcluirhahahaha não creio!!! Eu estava assistindo o Caldeirão e lembrei de vc também na hora da música! Saudades, Mari... um beijo da Piá!
ResponderExcluirNossa, bons tempos...
ResponderExcluirMinha mãe dizia pra aproveitar, pois iria ser a melhor época da minha vida... e não deixa de estar entre as melhores, pelo menos até agora... hehehe.
Beijos.
Mari, linda! Incrível poder acompanhar a vida de vocês assim meio longe-perto graças à tecnologia. Vez ou outro dou uma espiadinha no que minhas "bailarinas" estão aprontando pelo mundo afora... Bom saber que são exatamente quem eu imaginei que seriam... Ah! Eu também tenho mil lembranças... Um beijo amoroso... Cris.
ResponderExcluirObrigada a todos por comentarem sobre minha histórias!! Paulinha, nós tinhamos mais jeito para bailarinas do Tchan que balé! hahaha e Cris também lembro com muuuuito carinho nossa época! Acesse sempre meu blog viu?! Mais pra frente colocarei algumas fotos!! beijos
ResponderExcluirkkkkkkkkkkk "paz de cristo pro lula" ela sempre solta essa mano! kkkkkkkk Saudades Mari!
ResponderExcluirEh a Gabi, sua mala...
Ai Mari,
ResponderExcluirtão bom ler e relembrar cada momento,que jamais serão esquecidos. Muito bom amiga, apesar da distância..."amigos pra sempre é o que nós iremos ser, na primavera ou em qualquer da estações..." bjs.saudades! te adooooooooro!!!